
Reserva de emergência tem uma função só: estar disponível, intacta, no dia em que você precisar. Rentabilidade é secundária. Então a pergunta certa não é “o que rende mais?”, e sim “o que eu consigo resgatar hoje sem perder dinheiro?”.
Os três candidatos
Tesouro Selic — título público, o mais seguro do país, com liquidez diária garantida pelo Tesouro. Rende ~100% da Selic. Tem IR regressivo e uma pequena taxa de custódia da B3.
CDB de liquidez diária — emitido por banco, coberto pelo FGC até R$ 250 mil por instituição. Bons CDBs pagam de 100% a 110% do CDI com resgate a qualquer momento. Também tem IR regressivo.
LCI/LCA — isentas de imposto de renda, o que engana na comparação. O detalhe fatal para reserva: quase sempre têm carência (90 dias ou mais), ou seja, não servem para emergência de verdade.
O que realmente separa os três
| Critério | Tesouro Selic | CDB diário | LCI/LCA |
|---|---|---|---|
| Liquidez imediata | Sim | Sim | Geralmente não |
| Garantia | Tesouro Nacional | FGC (até R$ 250 mil) | FGC (até R$ 250 mil) |
| Imposto de renda | Sim (regressivo) | Sim (regressivo) | Isento |
Para reserva, liquidez ganha de rentabilidade toda vez. LCI que rende mais mas prende o dinheiro por 90 dias não é reserva — é investimento.
A escolha prática
Para a reserva de emergência, fique entre Tesouro Selic e um CDB de liquidez diária de banco sólido. A isenção da LCI é ótima, mas guarde-a para objetivos com prazo definido, não para o dinheiro que precisa estar líquido.
Depois de montar a reserva, acompanhar quanto ela rende contra o CDI evita deixar dinheiro parado num produto ruim — dá para monitorar isso junto do resto da carteira no painel do app.

